16 de junho de 2005

cati


cati
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nos teus olhos está o mar
está o azul
que nos faz sonhar

magi


magi
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tu és a doce menina
a bonina
solar fina

a flor que chama
a primavera
com que se ama
a terra

a minha casinha (antes)


a minha casinha (antes)
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finalmente um lugar onde morrer com o tempo das pedras. finalmente uma casa para guardar as minhas memórias futuras do passado.

15 de junho de 2005

há coisas que doem devagar
como uma morte anunciada
como uma ferida aberta num coração há muito perdido

há coisas que não têm nome
para não serem segredadas
nem à mais impossível noite
nem à mais triste pedra

há coisas que te queria dizer
e não sei

talvez as chore aqui
aos poucos

como aos poucos nos fomos perdendo

14 de junho de 2005

em santa maria sentiu-se a morte do poeta: o verão parou a sua caminhada inaugural para tecer-se ao contrário, derramando a última fímbria do inverno sobre nós. calou-se o poeta e a chuva voltou para nos lembrar como ele falava dela, vendo-a sobre o rosto da sua mãe, dolorosamente suave. o poeta calou-se e o dia ficou não-azul, não-palavra, não-silêncio... vejo somente um rasto fulgente para a poesia, um rasto seguindo as aves...

7 de junho de 2005

27 de maio de 2005

25 de maio de 2005

glorioso


glorioso
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no futebol também há afectos
e palavras, embora gastas pelos lances consecutivos de fintas à gramática e ao bom gosto...

já agora, viva o SLB, quer se goste quer não, é o campeão!

santa maria
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pode esta ilha ser assim tão pequena?
quem responde ao último grito da tarde
se precisarmos de ir mais além?

24 de maio de 2005

luamar


luamar
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uma noite como esta
e nem o mais denso horizonte
fica sozinho

girassol contigo

tu és a luz que falta em cada girassol

meu, girassol

olhos de deus

pode deus ser felino?
caber no colo de um poeta
e espreitar o mundo de uma janela?


images
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entre estes girassóis estará a verdadeira mensagem de luz
porventura um beijo?

para ti, claro

brad mehldau


brad mehldau
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estas mãos levam-me até ti

no suave sopro de uma elegia

que encontra no pulso da noite

o seu caminho para o coração do sonho

23 de maio de 2005

senti a primeira noite de verão
concentrar-me a sua doce flor
no rasto perene da respiração

19 de maio de 2005

pequenos gestos
como pequenos barcos
chegando a alguma ilha
na imensidão cega
do oceano
os dias estão mais longos
sinto-o na minha sede prolongada
ao coração da noite

neste calor sereno que adoça as palavras
quando se solta da terra
o perfume das frézias

18 de maio de 2005

dias há em que a tristeza é uma flor de luz
uma mão sustendo o peso do mundo

um sopro de paz guardado em silêncio
para não acordar as estrelas da noite


para as minhas queridas do funchal: paula, susana e iris
sorriria redondo como o coração de um laranjal
ao raiar a manhã em pleno verão

se fosses tu a água que me percorresse
a luz no limiar do sonho