22 de março de 2008
21 de março de 2008
poema com imagem que não tem nada a ver (ou tem?)
não importa a cidade a aldeia ou
o buraco no chão
não importa a estação a manhã a tarde
a noite ou a hora apagada
não importa a corda a boneca de trapos
a roda da bicicleta a bicicleta a bicicleta sem roda
não importa os pais a mãe sem pai o pai sem mãe
os pais sem pai nem mãe
não importa a língua o silêncio o grito
o choro o assobio a canção
não importa o canteiro a jarra o saco de sementes
o vaso o jardim a terra a pedra o céu
que as crianças hão de florir de qualquer maneira
para o pepe
o buraco no chão
não importa a estação a manhã a tarde
a noite ou a hora apagada
não importa a corda a boneca de trapos
a roda da bicicleta a bicicleta a bicicleta sem roda
não importa os pais a mãe sem pai o pai sem mãe
os pais sem pai nem mãe
não importa a língua o silêncio o grito
o choro o assobio a canção
não importa o canteiro a jarra o saco de sementes
o vaso o jardim a terra a pedra o céu
que as crianças hão de florir de qualquer maneira
para o pepe
7 de março de 2008
5 de fevereiro de 2008
26 de janeiro de 2008

um anjo é uma espécie de luz
um coração de luz
que irradia do profundo mistério
que é sermos belos
belos na juventude eterna
dos nossos sonhos
belos na arte que respira cada um dos gestos
com que prosperamos
neste universo de silêncio
um anjo é um corpo de amor
à espera que outra boca
lhe dê ar ou a filigrana para compor
finalmente as asas
para a berlinde
daniel gonçalves (com zero 7 - no cume do inverno)
23 de janeiro de 2008
21 de janeiro de 2008
30 de dezembro de 2007
Suspicious Mind - Elvis Presley
para todos os amigos deste blogue... BOAS FESTAS! E MUITO MUITO AMOR!
20 de dezembro de 2007
tenho girassóis na mesa onde deixei o silêncio
tenho girassóis na mesa onde deixei o silêncio
aberto sobre um livro de poesia chinesa
qualquer um poema de qualquer um poeta
antigo como o correr das águas
para dizer muito melhor o que uma natureza morta tem de vivente
ou o que uma natureza morta tem de belo
se nos olhamos no mesmo perfil e estamos sozinhos
aberto sobre um livro de poesia chinesa
qualquer um poema de qualquer um poeta
antigo como o correr das águas
para dizer muito melhor o que uma natureza morta tem de vivente
ou o que uma natureza morta tem de belo
se nos olhamos no mesmo perfil e estamos sozinhos
10 de dezembro de 2007
poema com fotografia de zdzislav beksinski
uma vida paralela a esta
mostrando a mesma metade
do que somos?
mostrando a mesma metade
do que somos?
radiografia do outono
por dentro do outono
ainda é verde
o nome das folhas
por dentro do outono
a luz tira uma fotografia
da alma das coisas
por dentro do outono
sei que tenho um poema
à espera da minha boca
ainda é verde
o nome das folhas
por dentro do outono
a luz tira uma fotografia
da alma das coisas
por dentro do outono
sei que tenho um poema
à espera da minha boca
em chagall com paris
estou em paris com chagall
(mas tenho mais chagall em mim que paris)
na verdade estou num sonho
com o gato que sempre quis ter
e uma janela de uma casa que desse para a vista mais amorosa
de uma tarde de outono
com cores de uma vida feliz
e o rosto do homem que tem um poço no coração
olhando para trás de tudo isto
como se só permitíssemos ao olhar
um certo chagall
com paris na corrente sanguínea
(mas tenho mais chagall em mim que paris)
na verdade estou num sonho
com o gato que sempre quis ter
e uma janela de uma casa que desse para a vista mais amorosa
de uma tarde de outono
com cores de uma vida feliz
e o rosto do homem que tem um poço no coração
olhando para trás de tudo isto
como se só permitíssemos ao olhar
um certo chagall
com paris na corrente sanguínea
2 de dezembro de 2007
a restauração do silêncio (1 de dezembro)
se estivesses a meu lado
talvez te comovesses como eu
começavas por pegar no mesmo silêncio
e era um poema que ia correr
das tuas mãos (eu sei
tens a mesma sede que eu)
como um pensamento atravessado de serenidade
ou pontuado pela paz do mundo
dir-me-ias que o paraíso já não existe
porque acabou de se pôr à nossa frente?
para o joão ricardo
talvez te comovesses como eu
começavas por pegar no mesmo silêncio
e era um poema que ia correr
das tuas mãos (eu sei
tens a mesma sede que eu)
como um pensamento atravessado de serenidade
ou pontuado pela paz do mundo
dir-me-ias que o paraíso já não existe
porque acabou de se pôr à nossa frente?
para o joão ricardo
a simetria do tempo
subo à cabeça da minha casa
e olho o mundo à minha volta
sou o silêncio mais alto
o ente magnífico que dá sentido
ao tempo
o envelhecer lento do telhado
diz-me que preciso tomar cuidado
com o inverno
e numa simetria impossível de condizer
sinto que também eu me acautele
dos dias indelicados
que hão-de vir
com chuva e vento
e outras tempestades
lembrar-me que os pés precisam
de raízes fortes
e olho o mundo à minha volta
sou o silêncio mais alto
o ente magnífico que dá sentido
ao tempo
o envelhecer lento do telhado
diz-me que preciso tomar cuidado
com o inverno
e numa simetria impossível de condizer
sinto que também eu me acautele
dos dias indelicados
que hão-de vir
com chuva e vento
e outras tempestades
lembrar-me que os pés precisam
de raízes fortes
18 de novembro de 2007
Vou fechar os meus olhos neste instante: dói-me o corpo de não te ter. Dói-me a chuva de haver sede neste espaço onde habitamos os dois: o espaço de haver flores para cada um dos nossos pensamentos e alguns bancos onde sentarmos as nossas promessas, como um jardim a quem apenas se tiraram os pássaros, porque esses, são muito mais livres que qualquer palavra, mesmo que um poema uma mão como esta os chame, os desenhe, os risque, os invente...
não é preciso perceber islandês para sonhar
não é preciso nem uma palavra sequer
para a paz nos surpreender
e a emoção completa
a música perfeita da delicadeza
e os gestos enternecidos da
beleza
não é preciso quase nada para sermos
felizes:
basta partilharmos
(para a maria clara do vale)
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