9 de julho de 2009

momento com wordsworth em grasmere


Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind.

PS: os cemitérios em inglaterra são locais aprazíveis...
momento com sylvia plath em heptonstahl



I am silver and exact. I have no preconceptions.
Whatever I see I swallow immediately
Just as it is, unmisted by love or dislike.
I am not cruel, only truthful ‚
The eye of a little god, four-cornered.
Most of the time I meditate on the opposite wall.
It is pink, with speckles. I have looked at it so long
I think it is part of my heart. But it flickers.
Faces and darkness separate us over and over.

Now I am a lake. A woman bends over me,
Searching my reaches for what she really is.
Then she turns to those liars, the candles or the moon.
I see her back, and reflect it faithfully.
She rewards me with tears and an agitation of hands.
I am important to her. She comes and goes.
Each morning it is her face that replaces the darkness.
In me she has drowned a young girl, and in me an old woman
Rises toward her day after day, like a terrible fish.

4 de julho de 2009


INSTANTES EM ALBION:



1: Não se paga para visitar um museu.





2: Os anglicanos são mesmo cool.





3: Os Beatles estão presos ao merchandising louco de Liverpool.






4: Haja dinheiro para gastar...






5: O tempo cabe todo nesta terra.



Vi o concerto/espectáculo mais belo da minha vida. Creio que jamais verei outro assim. Foi absolutamente overwhelming! Antony cantou como só ele canta, mas a Camerata Orchestra of Manchester fez um trabalho fantástico com os arranjos de Nico Muhly e o espectáculo visual de Paul Normandale, Carl Robertshaw, Chris Levine e Emma Westerberg. Aquilo foi como estar emerso num sonho! Quem me dera dizer o que senti num poema: nunca mais escreveria outro.

PS: Manchester rules! É a capital da mini saia!

26 de junho de 2009



CARÍSSIMOS LEITORES E AMIGOS,


De 28 de Junho a 25 de Julho estarei em Manchester (UK) a frequentar um Curso de Escrita Criativa na Universidade de Manchester. A todos um bom verão com muita poesia e bons sonhos!

Um abraço, Daniel.

14 de junho de 2009






a terra dá-nos tudo o que
precisamos

e tudo aquilo de que estamos
à espera

basta amar as pedras
e as sementes

e os pássaros

e as abelhas


6 de junho de 2009





a casa abriu o seu coração
à força da tarde

e deixou entrar
um pássaro de luz


28 de maio de 2009





a cidade faz-se de subterrâneas noites

suturando as partes desavindas da arquitectura

 

a cidade faz-se de candeeiros desabrigados

fingindo uma sombra sobre a solidão das horas

 

a cidade faz-se de palavras reservadas

aguardando a olorosa inquietação dos poetas

 

a cidade faz-se de escadas cambaleantes

abrindo um pórtico no chão do silêncio

20 de maio de 2009




hás-de me dizer
com quantas mãos
nos esquecemos

com quantas mãos
nos amamos

com quantas mãos
nos devolvemos
ao amor do silêncio







moinho de vento (qualquer um: de pé e alante)



és um pássaro de pedra

atado ao chão


não fosse o peso

do teu coração


o mesmo vento que

te meneia

na tua precisa

sonolência


no teu inquieto

murmúrio


levar-te-ia além da

colina


onde é possível

tocar a raiz do azul



in "a casadescrita"

19 de maio de 2009




Há dias por uma diferença de apenas dois votos e duas abstenções foi reprovado um diploma na Assembleia Legislativa Regional dos Açores que visava a legalização da Sorte de Varas na Ilha Terceira. Parece impossível como é que um assunto de tão óbvia barbárie mereça sequer discussão. Ainda bem que o assunto morreu na praia.

PS: Sei que este blogue é dedicado a outras palavras, normalmente em minúsculas incursões ao sonho da poesia, mas a vida dos animais também é poesia, perguntem ao São Francisco de Assis.

17 de maio de 2009





Acabou hoje o sufoco de quatro temporadas de Prison Break. Custou, mas a liberdade teve um preço, o preço que todos temos de pagar se queremos um mundo melhor.



tenho para te dar o meu corpo
despido de todas as palavras

o meu corpo como uma folha branca
para escrever nele o teu nome

e deixares que te cubra
se o inverno ainda te persegue







é uma viagem que tu não sabes como começou
um espaço imenso à tua volta
que te incendeia os sentidos

são fotografias que estão do outro lado do espelho
e uma música que solta a bombordo da tua alma
o pedaço de silêncio que te faltava

são sobretudo as palavras que te minavam as mãos
se quisesses mostrar o teu coração a alguém

e uma conta infinita de sonhos
cada um deles como uma árvore acabada de florir





16 de maio de 2009



Partilho convosco uma pequena maravilha... um presente de fim-de-semana. Enjoy!



I was lying in my bed last night
Staring at a ceiling full of stars
When it suddenly hit me
I just have to let you know how I feel

We live together in a photograph of time
I look into your eyes
And the seas open up to me
I tell you I love you
And I always will

And I know that you can't tell me
And I know that you can't tell me

So I'm left to pick up
The hints, the little symbols of your devotion
So I'm left to pick up
The hints, the little symbols of your devotion

I feel your fists
And I know it's out of love
And I feel the whip
And I know it's out of love
I feel your burning eyes burning holes
Straight through my heart

It's out of love
It's out of love

I accept and I collect upon my body
The memories of your devotion

I accept and I collect upon my body
The memories of your devotion

I feel your fists
And I know it's out of love
And I feel the whip
And I know it's out of love
I feel your burning eyes burning holes
Straight through my heart

It's out of love
It's out of love...

14 de maio de 2009






pões a tua mão nas coisas
simples do mundo

e a primavera acontece

como se bastasse apenas
acertar o jeito a algumas palavras
e às flores sobre a mesa



(parabéns susaninha)



Esta versão ao vivo da banda islandesa mostra como a poesia cabe em todo o lado!




há um caminho que nos faz acreditar
que nenhum esforço é vão

que todos os passos nos levam a um outro abraço
sempre maior

ou a outra fonte
onde a sede se apaga
como uma criança que adormece no meio do choro

há um caminho que espera por nós
e se faz dos nossos sonhos
enquanto estamos parados no meio do inverno

com as mãos frias e o coração fechado
como um ninho de melros à espera de outra canção

eu sei que a primavera é pontual como toda a manhã
e que não se importa com quantas árvores
o mundo a espera

mesmo que chova e que num ou noutro andamento
pareça que mova o mundo de lugar



(ensaio para um pensamento sobre a primavera)

10 de maio de 2009




No Espaço Contagiarte no Porto, está patente uma Exposição Fotográfica de Pepe, com textos da minha autoria. É o projecto embrionário que dará à luz em forma de livro-álbum, brevemente.