
3 de janeiro de 2010

27 de dezembro de 2009
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29 de novembro de 2009

12 de novembro de 2009

5 de novembro de 2009

24 de outubro de 2009

Ut liceat nobis tota perducere uita
aeternum hoco sanctae foedus amicitiae.
e que nos seja dado, a vida inteira, sempre
este pacto viver de amor sagrado.
(Catulo)
e se não tenho mais nada
que tenha ao menos
esta palavra
guardada como o único beijo
que sobrou do silêncio
uma palavra como um
gerânio
contra toda a ferocidade
do inverno
uma palavra: o teu
nome
16 de outubro de 2009
1 de outubro de 2009
o vestido que trazes está gasto como o nome que deste ao amor
saqueado como o chão da seara depois da fermentação do verão
inútil como uma palavra à roda de um poema que não se iluminou
o vestido que trazes arruinou a sua bainha e desfiou-se a chorar
parece um jornal amarrotado uma película translúcida de silêncio
deixando ver as feridas nos joelhos o coração resistindo ao vento
passou de moda porque deixaste de te despir com a luz acesa
e o espelho já não alcança a parede onde havia um outro retrato
já não te serve porque esqueceste de mudar a água aos girassóis
e agora há uma escuridão que se enovela à volta da tua tristeza
pesando sobre os teus olhos como uma pedra tirada a um poço
ou uma música de embalar de onde se perdeu a letra e o sonhar
o vestido que trazes está perfumado de pérolas que se partiram
num excesso das sombras que musicam a vaivência da solidão
e como uma vinha a quem se arrancou o chão antes da vindima
pareces-me abreviada despida exangue impossível descosturada
28 de setembro de 2009
o vestido que trazes está gasto como o nome que deste ao amor
saqueado como o chão da seara depois da fermentação do verão
inútil como uma palavra à roda de um poema que não se iluminou
o vestido que trazes arruinou a sua bainha e desfiou-se a chorar
parece um jornal amarrotado uma película translúcida de silêncio
deixando ver as feridas nos joelhos o coração resistindo ao vento
passou de moda porque deixaste de te despir com a luz acesa
e o espelho já não alcança a parede onde havia um outro retrato
já não te serve porque esqueceste de mudar a água aos girassóis
e agora há uma escuridão que se enovela à volta da tua tristeza
pesando sobre os teus olhos como uma pedra tirada a um poço
ou uma música de embalar de onde se perdeu a letra e o sonhar
o vestido que trazes está perfumado de pérolas que se partiram
num excesso das sombras que musicam a vaivência da solidão
e dói como dói
o vestido que trazes está gasto como o nome que deste ao amor
saqueado como o chão da seara depois da fermentação do verão
inútil como uma palavra à roda de um poema que não se iluminou
o vestido que trazes arruinou a sua bainha e desfiou-se a chorar
parece um jornal amarrotado uma película translúcida de silêncio
deixando ver as feridas nos joelhos o coração resistindo ao vento
passou de moda porque deixaste de te despir com a luz acesa
e o espelho já não alcança a parede onde havia um outro retrato
já não te serve porque esqueceste de mudar a água aos girassóis
e agora há uma escuridão que se enovela à volta da tua tristeza
pesando sobre os teus olhos como uma pedra tirada a um poço
24 de setembro de 2009

DIA UM:
o vestido que trazes está gasto como o nome que deste ao amor
saqueado como o chão da seara depois da fermentação do verão
inútil como uma palavra à roda de um poema que não se iluminou
o vestido que trazes já não é teu há tanto tempo que o seu pretérito
é mais perfeito que a primeira vez que deixaste de ser transparente
DIA DOIS:
o vestido que trazes está gasto como o nome que deste ao amor
saqueado como o chão da seara depois da fermentação do verão
inútil como uma palavra à roda de um poema que não se iluminou
o vestido que trazes arruinou a sua bainha e desfiou-se a chorar
parece um jornal amarrotado uma película translúcida de silêncio
deixando ver as feridas nos joelhos o coração resistindo ao vento
passou de moda porque deixaste de te despir com a luz acesa
e o espelho já não alcança a parede onde havia um outro retrato
21 de setembro de 2009
17 de setembro de 2009

10 de setembro de 2009

9 de setembro de 2009
5 de setembro de 2009

14 de agosto de 2009

Será lançado, durante o 25º Festival Maré de Agosto, o livro de fotografia de Pepe Brix e de poesia de daniel gonçalves. São 30 fotos de uma exposição sobre a Europa de Leste e poemas inspirados por esses lugares. Uma edição Labirinto. O lançamento ocorrerá dia 21 de Agosto na Ermida de Santo Amaro, Ilha de Santa Maria.
é uma viagem que não sabes como deflagrou
um espaço imenso à tua volta
que te incendeia os sentidos
fotografias que estão do outro lado do espelho
e uma música que solta a bombordo da tua alma
o pedaço de silêncio que te faltava
são sobretudo as palavras que te minavam as mãos
se quisesses mostrar o teu coração a alguém
e uma conta infinita de sonhos
cada um deles como uma árvore acabada de florir
(para adquirir o livro visite a casa da editora Labirinto, aqui)



