5 de setembro de 2009





vejo-te como uma palavra a quem ainda não se deu um nome
uma altíssima constelação
cega do peso todo da noite

e no entanto quero abraçar-te
render-te nas minhas mãos e contar-te os lugares onde fui ver
se o mundo era apenas um búzio fechado

revela-te abre uma boca no teu rosto e diz-me
se és rosa papel argila ou pedra

que eu estou cego e já não vejo para além
da luz inicial da paixão


1 comentário:

Papoila Sonhadora disse...

Deus nas tuas palavras, ou um Anjo.
Sandra.